Leituras em andamento.

O livro de Márcio Alves Fonseca, “Michel Foucault e a constituição do sujeito”, traz informações importantes sobre os estudos de Foucault voltados para “as formas de constituição do indivíduo moderno.”  O pensador estuda  o sujeito tendo como parâmetro o seu próprio tempo. É na atualidade que  há a percepção do sujeito moderno.Então o autor afirma que “Nesta atualidade, aparece o indivíduo moderno, produto de uma tecnologia, constituído enquanto objeto de saber e resultado das relações de poder, marcado pela docilidade e utilidade que justificam o processo de sua constituição.”

Abaixo segue um  Fichamento (em construção) de alguns momentos significativos desta obra para compor as reflexões que constituirão o terceiro capítulo da dissertação.

 

 

– FONSECA, Márcio Alves. Michel Foucault e a Constituição do Sujeito.São Paulo: EDUC, 1995.

 

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O autor inicia o parágrafo dizendo que, “De maneira geral, pode-se dizer que Foucault pretende estudar as formas de constituição do indivíduo moderno.”

Também comenta sobre a maneira de  “Dreyfus e Rabinow, organizarem seu trabalho sobre a obra de Foucault (…)”

Essa maneira diz respeito “ao estudo da constituição do indivíduo moderno como objeto, um indivíduo dócil e útil (…) e num outro momento, discutem os textos que permitiram a compreensão de seu estudo sobre a constituição do indivíduo moderno como sujeito, ou seja: indivíduo preso à sua própria consciência.”

 

 

O autor também menciona as formas de objetivação e subjetivação do indivíduo, que para ele, tem relação com a constituição do indivíduo.

(discutir com orientador)

 

O indivíduo como objeto, segundo Foucault, é reflexo do que ele chama de “mecanismos disciplinares”, constituindo um “objeto dócil e útil”. Já o indivíduo como sujeito, “está preso a uma identidade que lhe é atribuída como própria.

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Sobre a diferença entre os termos indivíduo e sujeito:

“O termo “sujeito” serviria para designar o indivíduo preso a uma identidade que reconhece como sua , assim constituído a partir dos processos de subjetivação.”

E “os processos de objetivação, explicitam por completo a identidade do indivíduo moderno: objeto dócil-e-útil e sujeito.

Eu teria entendido que os processos de objetivação se referem ao indivíduo objeto: dócil e útil. Já o os processos de subjetivação teriam relação com o indivíduo sujeito: preso a uma identidade que reconhece como sua.

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Foucault busca problematizar seu próprio tempo, ou seja, a sua atualidade.

Sendo assim, “nesta atualidade, aparece o indivíduo moderno, produto de uma tecnologia, constituído enquanto objeto de saber e resultado das relações de poder, marcado pela docilidade e utilidade que justificam o processo de sua constituição.

Reforça-se a idéia de”um indivíduo moderno” como um produto da disciplina.

Foucault, se apropria do seu tempo, sem descartar da memória vivências passadas. Ao contrário, o pensador alia essa memória à atualidade a fim de compreender melhor o indivíduo moderno.

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A respeito da individualidade moderna, “no pensamento de Foucault está em se partir da noção de sujeito enquanto produção das relações de poder e saber e na identificação de tais relações. O sujeito não é dado definitivamente na história, mas constitui-se no interior dela. (…) O sujeito é produto e efeito.”

 

È possível entender que para Foucault, o sujeito se constitui a partir das relações que se estabelecem durante a sua trajetória, relações de poder e saber.

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“ O indivíduo moderno é aquele que atua, que é colocado em funcionamento, que faz parte de um complexo produtivo.”

O indivíduo moderno é pró-ativo, participa em comunidade, não se constrói no isolamento.

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“A individualidade moderna, celular e orgânica, num terceiro momento, mostra-se como genética, por ser o meio que permite a acumulação do tempo visando sua maior rentabilidade.”

 

“Por fim, a individualidade moderna é também combinatória. O seu possuidor não é constituído para ser considerado isoladamente.”

 

As vivências acumulam saberes e experiências que, para Foucault, trazem benefícios ao indivíduo.

 

 

 

 

O indivíduo se constitui no conjunto, nas trocas possíveis do seu cotidiano.

 

 

 

 

 

 

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